Prepare-se para um roteiro de contos-de-fadas. Não apenas pelo cenário, repleto de castelos e abadias que estão entre os mais belos do mundo, mas também pela mordomia. A viagem passa pelo Vale do Loire, pela Borgonha e termina num pedacinho de Champagne-Ardennes: são três das regiões vinícolas mais importantes da França (e do mundo) e a gastronomia, é claro, fica à altura. É para você se sentir um rei, com castelo e tudo.
. Imenso, situado no meio de uma fazenda, ele teve o mestre Leonardo da Vinci entre seus idealizadores. A visita ao castelo merece um dia inteiro – e você deve fazê-lo. Se quiser fazer um roteiro mais rápido, siga para Tours e relaxe na Place Plumereau, uma praça medieval hoje repleta de cafés e construções finamente preservadas desde o século 15. Vale a pena também conhecer a Cathédrale St-Gatien, construída entre 1239 e 1484, que mistura estilos arquitetônicos variados. Cidade muito antiga, já citada pelos romanos no século 1, Tours fica no meio da região vinícola do Loire Veja NotaOs vinhos do Loire
São muitas as uvas que fazem os vinhos do Loire, mas a Sauvignon Blanc e a Chenin Blanc dominam o mercado. Desta segunda uva, a região é próspera: a Chenin Blanc (ou Pinot de La Loire) gera alguns dos vinhos de sobremesa mais valorizados do mundo. Para harmonizar, a gastronomia local é rica em peixes e queijos maravilhosos.
, uma das mais importantes da França. Termine o dia em Amboise, onde fica o castelo de mesmo nome. Belíssimo, mas com fama de mal-assombrado (provavelmente por causa dos 1200 protestantes aqui executados em 1560), o castelo começou a ser construído no século 15 em estilo italiano, aproveitando sua construção inicial de fortaleza medieval. Foi aqui que Leonardo da Vinci passou seus últimos dias de vida. O romântico Château de Pray é uma boa opção de hospedagem na cidade, com vista para o Rio Loire.Chambord
Os 440 cômodos do Château de Chambord não têm função – foram construídos apenas para transformar este no mais impressionante castelo de sua época. A obra com 130 metros de comprimento, 365 chaminés e um muro de 32 quilômetros levou apenas 12 anos para ser erguida, a partir de 1519, e 1800 trabalhadores. Leonardo da Vinci foi um dos conselheiros para a construção – seria dele a idéia da curiosa escada em espiral. Mesmo com toda a pompa, o castelo foi poucas vezes usado: François I só o usava para pequenas estadas, nas quais precisava de 12 mil cavalos para transportar sua bagagem e serviçais. No século 18, ele foi dado de presente pelo rei Luiz 15 a um militar. Depois da Revolução Francesa, passou décadas abandonado.
. Caso contrário, é hora de partir para o leste, fazendo, primeiro, uma parada bucólica em Bourges Veja NotaBourgesBourges já era um povoado quando o imperador romano Julio César conquistou a região, no século 1 a.C. Ainda restam ruínas da época romana, mas a principal atração da cidade é sua herança medieval, visível na chamada Cidade Velha, cheia de cafés, lojinhas e confeitarias. A visita à Catedral St-Etienne, construída no século 13 em estilo gótico, é obrigatória – principalmente no final da tarde, quando a luz dá vida aos enormes vitrais.
. Descanse em Beaune, importante centro vinícola da região.Outros castelosO Vale do Loire conta ainda com outros castelos igualmente belos e dignos de visita. O Château de Cheverny, na cidade homônima, apresenta uma interessante transição entre o renascimento e o barroco, já que foi construído entre 1604 e 1634. Em Azay-le-Rideau fica o Château d Azay-le-Rideau, construído por um ministro das finanças do início do século 16 para presentear sua mulher – que opinou em tudo na construção. Por fim, o Château de Villandry, na cidade de mesmo nome, tem belíssimos jardins renascentistas e foi um dos últimos castelos construídos no vale.
, no início da noite.Dijon
Famosa pela mostarda ali criada (que ganhou um interessante museu temático), Dijon tem belos parques, uma gastronomia em ebulição (não deixe de provar os escargots!) e construções medievais de primeira. Para citar só uma, o Palácio dos Duques, do século 14, vale a visita. Entre seus salões, destaca-se a cozinha com seis fogões, o vitral com fundos de garrafas e a imponente sala de banquetes.
para se despedir em estilo. Pode ser na cidade de Troyes (pronuncia-se “truá”), porta da entrada do pedaço. Trata-se de uma pequena joia medieval (as casas são do século 13) cortada por um tímido Rio Sena, navegável no pedaço. Os vitrais são uma atração à parte: somente na enorme catedral, construída entre os séculos 15 e 17, são 182 painéis com vitrais. Para quem não quer levar “só” vinho para casa, uma boa notícia: Troyes é também um centro têxtil e tem um forte comércio de marcas internacionalmente famosas, como Kenzo, Versace, Lacoste e outras. Ou seja, dá para chegar em Paris de mãos cheias.ChampagneA região de Champagne-Ardennes fica ao nordeste de Paris e tem Rheims como principal cidade – Troyes é só uma das entradas. O espumante mais famoso do mundo é feito com uma combinação das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, cultivadas no solo único da região – um monge beneditino, Dom Perignón, teria sido o autor da alquimia do champanhe. Entre as vinícolas locais mais renomadas estão a Veuve Clicquot, Krug, Möet & Chandon e Bollinger. Para combinar, os pratos locais incluem queijos, trufas, embutidos de porco e carnes de caça.
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