Esta viagem de sabores e paisagens inesquecíveis começa por Lyon e chega ao Mediterrâneo, passando pela Provence, seus campos coloridos e seus pratos perfumados. Depois, segue por algumas das praias mais sofisticadas do mundo, as da Côte d’Azur, encerrando no principado de Mônaco.
. Encerre o dia em Montpellier, cidade medieval famosa por sua velha universidade, fundada no século 14. À noite, vá à Place da Comédie, local dos cafés, bistrôs, bares e lojinhas.Nîmes
Há mais de 2000 anos, quando os romanos puseram as botas nessas terras, Nîmes já existia há um bom tempo, habitada por celtas. Os novos ocupantes construíram aqui grandes monumentos, muralhas e templos, sobretudo durante o império de Augusto. Não deixe de ver o anfiteatro da Place de Arénes e a Maison Carré. A Idade Média pode ser visitada no bairro de Ilôt Littré; o Renascimento, na deliciosa Place aux Herbes.
Toulouse, a 100 quilômetros de Carcassone.
A quarta maior cidade da França tem uma vida cultural agitada e é bem provável que algum festival de teatro ou dança coincida com sua viagem. No meio do caminho entre o Atlântico, o Mediterrâneo e os Pirineus, Toulouse é também cheia de referências históricas. As principais remetem aos cátaros, discidentes da fé católica que tomaram conta do local por volta dos séculos 12 e 13. Os cátaros não aceitavam a mordomia que os dirigentes da igreja gozavam e foram reprimidos por cruzadas. Em Toulouse, você poderá ver encenações de tais cruzadas.
Os sinos de Avignon. Arles, entre o campo e o mar, é uma cidade amada pelos pintores de várias escolas - Van Gogh viveu aqui e foi internado numa casa que ainda existe, onde produziu algumas de suas pinturas mais famosas. À noite, jante num bistrô da Place du Forum, praça imortalizada na pintura Café Terrace à Noite, do mestre holandês.
Sede da igreja católica durante a maior parte do século 14, Avignon possui jóias da arquitetura gótica e medieval como a Notre Dame des Doms, do século 12, o Palais des Papas, em estilo gótico, e as muralhas que protegiam a cidade. Atualmente, como centro universitário, é uma cidade cosmopolita, que recebe estudantes de todo o mundo, mas ainda mantém ecos do passado, como os sinos de todas as igrejas que soam à noite.
Atrações de Marseille, maior porto da França e maior cidade litorânea do país. Se o seu negócio não é cidade grande, corra direto para St. Tropez. Mas, antes, prove a mais famosa peça culinária local: a bouillabaisse, uma sopa com frutos do mar e peixes ricamente temperada. Em St. Tropez, além das praias badaladas (a cidade é uma irmã caçula da espanhola Ibiza em termos de agitação e hedonismo), o bom é procurar pelos endereços gastronômicos. No centro velho, há um fabuloso mercado de peixes com negociantes de queijos e vinhos. Impossível não se deleitar com as delícias locais - como os queijos de cabra fartamente regados com azeite e ervas sobre o pão local, o michette, feito com óleo de oliva, tudo acompanhado de um gelado vinho rosé.
O bairro velho de Marseille chama-se Panier e você pode passear por ele seguindo uma linha vermelha pintada no chão, num trajeto sugerido pelo Office de Tourisme. A caminhada inclui atrações como o Place des Moulins, o pedaço mais romântico da cidade. Os gastrônomos se divertem: aqui se serve a tradicionalíssima bouillabaisse (sopa de peixe), em lugares como o Le Miramar (Quai do Port, 12). Outra dica: o Marche da Avenue du Prado (terças, quintas e sábados), ao ar livre, é tentador.
Festival de Cannes. Ao término do festival, os vestidos longos e saltos continuam a desfilar nos três chiques cassinos da cidade - o mais famoso e acessível deles é o Croisette. Esse é também o nome da principal avenida da cidade, com o Mediterrâneo de um lado e as grifes mais caras do mundo do outro, e é maravilhosa para um passeio no final da tarde. Difícil é resistir à tentação de entrar numa dessas lojinhas e desfalcar-se em muitos euros.
O Festival International du Film teve sua primeira edição em 1946 e ganhou glamour a partir da década de 50, quando foi incensado pela musa Brigitte Bardot. Hoje mais comercial do que artístico, o festival enche de celebridades as ruas e praias locais - mas é meio difícil flagrá-las, já que muitos desses balneários são particulares. Também não é possível assistir aos filmes - as 350 salas de cinema só abrem para convidados. Limousines entopem os arredores da Avenida Croisette e os preços de qualquer coisa sobem assustadoramente. Portanto, se você quer curtir o verão de Cannes sem muita muvuca, evite o período do festival.
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