Aluguel de carro - Roteiros de viagem Self Drive

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Uma refeição em Portugal dura horas. Também é com paciência que se transforma a experiência do fado em emoção. Só se entende muito de Portugal deixando o tempo passar devagar. A dica também vale para este roteiro, que poderia ser feito em dois dias, já que as distâncias são pequenas. Mas não funciona assim. Desacelere o carro e seja você uma parte do caminho, para assim curtir o melhor do interior e do sul de Portugal, cheios de castelos, fortes, cidades medievais e belas praias.

+ Dia 1 Lisboa / Mafra / Sintra - 70 km
Aluguel de carro Lisboa / Mafra / Sintra - 70 km

Para deixar Lisboa para trás logo cedo, a pedida é seguir no caminho inverso do mar e subir até o Palácio de Mafra Veja Nota

Palácio de Mafra
Foi sobretudo o dinheiro produzido na colônia brasileira que possibilitou a construção desse suntuoso palácio, entre 1717 e 1730. No entanto, não é bom alimentar nenhum revanchismo: as melhores obras de arte e mobílias vieram para o Brasil no começo do século 19, com a transferência de D. João VI e a corte. Foi o avô de D. João VI, D. João V, quem, idealizou a obra para dar de presente à esposa caso ela lhe desse filhos (o que, obviamente, aconteceu). Os longos corredores do Palácio e Convento de Mafra abrigam tesouros como a Farmácia, a Sala de Caça, os Quartos do Rei e da Rainha (distantes mais de 200 metros um do outro!) e as Salas do Convento. A grande estrela é a Biblioteca, um enorme salão em mármore e madeira nobre com 40.000 livros valiosos, entre eles uma primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões.

, construção suntuosa a 25 km da capital. A Serra de Sintra é uma espécie de continuidade das colinas de Mafra, seguindo na direção sul. Entre as duas, dá para fazer uma rota circular e conhecer os encantos da cidade de Colares, o Cabo da Roca (com um farol no alto de uma falésia sobre o mar), Peninha e o Convento dos Capuchos, do século 16. Sintra, a cidade, é Patrimônio Mundial da Unesco graças a suas construções singulares, que abrangem desde muralhas do século 12 deixadas pelos mouros até os palacetes da Belle Époque da virada do século 19 para o 20. Construída na encosta da serra, a cidade também tem dois palácios famosos: o Nacional de Sintra já pode ser visitado ainda no final da tarde.

+ Dia 2 Sintra / Cascais - 20 km
Aluguel de carro Sintra / Cascais - 20 km

Sintra tem um clássico palácio nacional, mas a atração mais visitada da cidade é outra construção, o imenso Palácio de Pena, castelo do final do século 19 erguido no alto de uma colina com vista para toda a região. A obra foi feita para D. Fernando II (1816-1885), admirador das artes, e lembra outras do país de origem do nobre, a Áustria. Há uma eclética mistura de estilos, com predominância dos traços mouriscos e neomanuelinos. Depois de ver o palácio, faça uma parada para almoçar ainda na serra – dá para fazer um piquenique com vinhos, queijos, embutidos e pães em qualquer ponto de parada do caminho. Depois, siga para o litoral. Cascais e Estoril são as cidades litorâneas favoritas da classe média alta e dos ricos de Lisboa, como o Guarujá para São Paulo. Mas as semelhanças param por ai, até mesmo por uma diferença fundamental: o mar é bem gelado e é preciso coragem para curtir a praia “à brasileira”. A moderna Cascais ainda abriga construções antigas, como o Museu do Conde de Castro Guimarães, com ares de castelo. A visita à Boca do Inferno é obrigatória: trata-se de um pedaço rochoso à beira-mar que produz fortes estrondos com o choque das águas. Em Estoril, a noite acontece no Cassino, um dos maiores da Europa. Apesar do clima excessivamente festivo, vale a pena jantar nos restaurantes do cassino pelos shows.

+ Dia 3 Cascais / Évora - 180 km
Aluguel de carro Cascais / Évora - 180 km

Para deixar para trás o litoral mais moderno e partir rumo às raízes portuguesas, siga pelas estradas A5, A2 e A6 e explore o interior, mais especificamente a região do Alentejo. No caminho, você cruzará a fabulosa Serra da Arrábida, cuja maior cidade é Setúbal. Nossa dica, para não desviar demais do caminho, é deixar Setúbal para depois e nesse dia entrar apenas na cidade de Palmela, onde o Castelo de Palmela, iniciado ainda no século 11 pelos mouros e transformado em mosteiro em 1423, brilha como atração principal. O caminho leva, em seguida, para Évora, principal centro do Alentejo. Cidade iniciada pelos romanos ainda no primeiro século da era cristã, Évora é cercada de muros de diferentes épocas, muitos deles erguidos com sucesso para impedir o avanço dos espanhóis. O centro velho, com seu calçamento de pedra e construções medievais, é Patrimônio Mundial da Unesco. Vale a pena passear a pé pelas ruas e se deixar levar. Fotografe o Templo Romano (ou Templo de Diana), visite a Universidade Velha Veja Nota

Megálitos
Megálitos está para Portugal como Stonehenge para a Inglaterra. Trata-se de um conjunto de grandes pedras dispostas de maneiras curiosas e cuja função ainda não ficou clara. O que se sabe é que as mais de 130 pedras foram ali colocadas entre os anos 4000 e 2000 a.C. O circuito total, que visita toda a região, tem 80 quilômetros de extensão.

e, se tiver tempo, faça um passeio pelo Circuito dos Megálitos, conjunto de grandes pedras que está para Portugal como Stonehenge para a Inglaterra. O que se sabe é que as mais de 130 pedras foram ali colocadas entre os anos 4000 e 2000 a.C. O circuito total, que abarca toda a região, tem 80 quilômetros de extensão.

+ Dia 4 Évora / Moura / Évora - 250 km
Aluguel de carro Évora / Moura / Évora - 250 km

Vale a pena explorar a região do Alentejo sem muito planejamento, conhecendo os pequenos vilarejos e parando ao sabor dos ventos. A região de morros e castelos medievais entre campos amarelados tem excelentes azeites e cozinha riquíssima Veja Nota

Cozinha do Alentejo
Não leve roupas muito apertadas na sua mala para Portugal, pois você corre o risco de não caber nelas conforme viaja. As refeições são sempre fartes – e calóricas. No Alentejo, o porco, o cabrito (aqui chamado de borrego), as carnes de caça e os embutidos são acompanhados de maravilhosos pães e azeites fresquíssimos. O vinho regional, branco, é muito apreciado pelos portugueses. E, com tantos conventos pelo caminho, dá para imaginar a tradição de doces conventuais à base de ovos e amêndoas de nomes divertidos como fedelhos, enxovalhadas e rebuçados de ovos.

. Nossa sugestão é partir na direção da fronteira com a Espanha e conhecer primeiro o diminuto vilarejo de Monsaraz, uma jóia medieval de casas brancas, praticamente intocada pelo turismo. Volte no sentido de Évora e pare em Vidigueira, importante região produtora de vinhos, para compras. Depois, prepare a máquina fotográfica para gastá-la em Beja, cidade construída pelos romanos Veja Nota

Beja
O primeiro nome da cidade Beja foi Pax Julia, batismo dado pelos romanos ainda nos tempos do imperador Júlio César (século 1), já que aqui foi firmado um acordo de paz entre romanos e lusitanos. As construções de então se somam a outras, erguidas pelos mouros, que a rebatizaram com o nome atual, ergueram fortalezas e muralhas. Já os católicos a preencheram com conventos e igrejas. 

. De Beja para Serpa, resquícios de construções mouras enchem os vales. Já no caminho de Serpa para Moura a atração são as oliveiras e os sobreiros (a árvore que dá a cortiça utilizada nas rolhas de todos os melhores vinhos do mundo). Moura tem um pitoresco bairro mourisco, que resistiu aos inúmeros ataques sofridos pela cidade. Antes de voltar para Évora, pare em Viana do Alentejo para admirar seu castelo. 

+ Dia 5 Évora / Lago - 350 km
Aluguel de carro Évora / Lago - 350 km

Depois de dois dias no interior e no Alentejo, rume para o sul e visite a região do Algarve. Mas, primeiro, faça aquela parada em Setúbal prorrogada no trecho interior. Setúbal é um dos mais importantes portos portugueses e seu mercado é excelente para adquirir produtos gastronômicos – tanto para consumo imediato como para trazer para casa. Depois, continue seguindo rumo ao sul, em uma rota que vai ficando cada vez mais internacional, já que o Algarve é, hoje, uma das regiões litorâneas mais procuradas por europeus de países menos ensolarados. O Algarve é também ligeiramente mais moderno que o resto de Portugal. É que o terremoto de 1755 teve seu epicentro em Lagos e poucas construções anteriores a esse período restaram. Mas a natureza compensa a escassez de atrações históricas. Do lado leste, Bravura tem belíssimas praias; Albufeira é uma cidade de pescadores com casinhas brancas; a luxuosa Vilamoura está cheia de modernos resorts, e Faro tem belas construções barrocas, tão raras na região. Faça sua base em Lagos, de forte influência árabe e boa estrutura para viajar pela região. Se tiver tempo para continuar explorando, siga para o oeste para Sagres, onde ficava a escola de navegação que levou os europeus à África e à América. Perto de Sagres ficam as belas praias de Telheiro e Ponta Ruiva.

+ Dia 6 Lagos / Lisboa - 280 km
Aluguel de carro Lagos / Lisboa - 280 km

O nascer do sol em Lagos ou Sagres é um espetáculo – e, se você acordar bem cedo, vai aproveitar não apenas esse momento como poderá voltar para Lisboa com mais tranquilidade. A viagem de carro é tão curta que dá para parar várias vezes em pontos ainda desconhecidos, como Vila Nova de Milfontes, onde o Rio Mira encontra o Oceano Atlântico, ou a industrial Sines, cidade natal de Vasco da Gama, se quiser um pouco de modernidade. Mas pouco mesmo: em Portugal, tudo conspira para diminuir o passo e olhar para trás.

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