Roma, Florença e Milão, três das mais importantes cidades italianas, estão neste roteiro. Mas, por incrível que pareça você encontrará todas as atrações fora dos nomes mais conhecidos. De carro pela Umbria, Toscana, Emilia-Romagna e Lombardia, é possível conhecer uma Itália de cinema, de campos bucólicos e castelos medievais. Prepare-se para encontrar excelentes restaurantes, vinhos inesquecíveis e paisagens de sonho.
Basílica de Assisdomina a paisagem. Cidade medieval, com menos de 30 mil habitantes, Assis tem ótimos restaurantes e hotéis nem tanto, mas adequados para apenas uma noite.
A construção da Basílica de Assis começou dois anos depois da morte de Francisco Bernardone (1186-1226), o rapaz rico que fundou uma ordem religiosa e virou São Francisco de Assis. Alguns dos artistas mais importantes da época e das sete décadas seguintes participaram da criação da igreja, entre eles Giotto, Pietro Lorenzetti (autor da Descida da Cruz, uma das obras mais impressionantes da igreja), Jacobo Torritti e Simone Martini. Um terremoto em 1997 danificou boa parte da igreja, mas ela foi restaurada com sucesso.
O Palio de Siena, maior festa da Toscana e uma das mais tradicionais de toda a Itália, Siena é tradicional e extremamente bem preservada – parece que quase nada mudou, pelo menos nas fachadas, nos últimos 800 anos. Dê uma parada na Piazza del Campo e olhe ao redor para sentir a mesma coisa. Veja também o gótico Palazzo Publico e o Battistero di San Giovanni. Cercada pelo vale de Chianti, onde é fabricado o famosíssimo vinho e também excelentes azeites, Siena é um ótimo centro gastronômico Veja Nota
A Festa do Palio de Siena, uma tradição medieval mantida na cidade e que atrai milhares de visitantes, acontece duas vezes por ano, em 2 de julho e em 16 de agosto. Sua função é a mesma desde o século 13: trata-se de uma competição (a cavalo) entre os 17 vilarejos originais da cidade, chamados de contradas, cercados por muro. Cada vilarejo tem um inimigo e alguns aliados. No dia do Palio, somente 10 participam (os melhores do ano anterior mais alguns sorteados) e levam para a Piazza del Campo seus melhores cavalos e jóqueis (que normalmente nem são de Siena, e sim contratados para o evento). Empunhando bandeiras, eles correm sem sela, dando três voltas na praça, e podem ser desonestos, inclusive derrubando inimigos. A cidade lota: sieneses que vivem em outras partes do mundo voltam à cidade na época só para participar da competição. Ainda bem que, fora do Palio, ninguém é inimigo de ninguém dentro de Siena – a rival é Florença!
Comida toscana.
Mundialmente famosos, os vinhos do vale deChianti acompanham os pratos rústicos que fazem a mesa da Toscana. Com uso de muitas ervas e azeite, privilegia as carnes. Entre os pratos típicos estão a ribollita, uma sopa com feijão branco, legumes e ervas aromáticas, o arrosto misto, um assado de carnes, e o arista (lombo de porco recheado). Nos embutidos, a tradição é o tonno di Chianti, um preparado de porco que tem aparência de atum, daí seu nome. Também são famosos os queijos da região, sobretudo o pecorino, feito com leite de cabra. Em Siena, vale a pena conhecer a família Osteria le Logge (Via del Porrione, 33) ou o elegante Villa Scacciapensieri (Strada Scacciapensieri, 10).
Agriturismose você quiser passar mais dias por aqui. San Gimignano é uma cidade também pra lá de especial: construída sobre um monte, ela conta com uma série de torres construídas entre os séculos 11 e 13 – verdadeiros arranha-céus da Idade Média. Aqui se produz um outro tipo de vinho típico da região, o Vernaccia di San Gimignano. Mas, se você é fã de vinhos, deve desviar um pouco a rota e conhecer, ao sul de Siena, Montalcino, terra do Brunello di Montalcino Veja Nota
Agriturismo é um tipo de hospedagem muito comum no interior da Itália, sobretudo na Toscana. Trata-se, simplesmente, da hospedagem em fazendas, com direito a participar do cotidiano da propriedade, geralmente sediada por uma casa ou villa antiga de pedra – daquelas com cara de filme mesmo. Em Montereggioni, a fazenda Antico Oliveto produz vinho, azeite de oliva, milho, cereais e faz colheita de cogumelos. Possui cinco quartos para hóspedes. Veja mais em www.anticouliveto.it
Montalcino. No fim da tarde, chegue a Florença e aproveite para ver o pôr-do-sol da Ponte Vecchio, um dos mais conhecidos cartões-postais do mundo.
Montalcino é uma das cidades mais sofisticadas da Toscana. Na aparência, ela é parecida com as vizinhas: construções medievais, ruas sinuosas, um castelo no horizonte e vales verdes. Mas a quantidade de lojas de grife caríssimas e os bares e restaurantes chiques entregam: aqui circula muito dinheiro. Tudo graças ao vinho Brunello di Montalcino, desenvolvido na cidade e hoje considerado um dos melhores (e mais caros, diga-se) do mundo. Vale a pena visitar o Castello Banfi, sede de uma imensa vinícola, para entender melhor essa evolução.
Museus de Florença, mas a proposta dessa viagem é visitar o interior, portanto... Pé na estrada! A primeira parada é Vinci. Como o nome já diz, é a cidade natal de Leonardo (1452-1519), com um imponente castelo medieval a dominar a paisagem – nele fica o museu dedicado a seu cidadão mais ilustre, com modelos das máquinas imaginadas por Da Vinci. Siga depois para Pisa, a cidade famosa por sua torre inclinada. Construída entre 1173 e 1350, quando a cidade era muito poderosa, a Torre de Pisa tem oito andares e sua inclinação atual é de cinco metros. Termine o dia em Lucca, famosa por seu anfiteatro romano do século I. A região também é excelente para fazer agriturismo.
A cidade-berço do Renascimento pode ser conhecida em dois níveis: o exterior, da Ponte Vecchio e das belas ruas e praças – como a Piazza della Signoria, cheia de esculturas; e o interior, dos inúmeros museus e galerias. A mais conhecida é a Galeria Uffizi, que tem, entre outros tesouros, a Primavera, de Botticelli, a Adoração dos Magos, de Leonardo da Vinci, e o Tondo Doni, de Michelangelo. Na Galleria dell´Accademia está a obra mais conhecida de Michelangelo, o Davi, além do Perseu, de Cellini e muitas outras. Em Florença há ainda outros museus como o Pallazzo Vecchio e o Bargello, igualmente cheios de obra do renascimento.
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